ASAS da Emergência: Missão Cumprida!

Lika Gonçalves Greenpeace Brasil • 3 Novembro 2020
locais de ajuda emergencial

E após 5 meses o sentimento de missão cumprida!

O Asas da Emergência colaborou para garantir que mais de 63 toneladas de materiais hospitalares, de proteção, higiene e alimentos chegassem a comunidades indígenas que vivem em áreas remotas da Amazônia abandonadas pelo Estado brasileiro, com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia nesses povos.

 

Você pode acessar os resultados dessa expedição em números, locais de entrega e parceiros envolvidos, aqui no nosso blog.


Vale lembrar que há muito tempo trabalhamos em parceria com os povos indígenas, e apoiamos  suas lutas. Acreditamos e defendemos que o reconhecimento e o respeito aos  seus direitos originários pelas terras que tradicionalmente ocupam são justos. Além disso, não podemos deixar de reconhecer o papel fundamental que eles exercem nas estratégias globais de conservação; demarcar terra indígena é uma das ferramentas mais efetivas para frear o avanço do desmatamento.

Com a chegada da Covid-19 nas terras indígenas, somada à falta de ações adequadas e efetivas do governo e a certeza de que madeireiros, garimpeiros e grileiros não fariam home office, o movimento indígena e suas organizações parceiras rapidamente articularam uma rede de solidariedade para garantir que os povos indígenas tivessem condições mínimas de enfrentar a situação em seus territórios. Lugares esses no qual a presença do Estado é completamente ausente, faltam estruturas básicas de saúde e saneamento, requisitos fundamentais para enfrentar a situação que se colocava diante de nós.

Em algumas comunidades indígenas e tradicionais falta sabão, falta informação, falta água, falta comida, falta simplesmente TUDO o que é básico para lidar com uma epidemia dessa, que nada tem a ver com o modo de vida comunitário que eles vivem.

Diante disso, assim como tem sido ao longo dos mais de 500 anos, desde que o Brasil foi invadido, os povos indígenas se recusam a seguir o “plano” e se recusaram a morrer. Mais uma vez eles procuraram maneiras e aliados para reinventar seu processo histórico de resistência. O Greenpeace Brasil soube agir rapidamente para redirecionar seus esforços, braços, pernas, mentes, corações e recursos para colocar energia no que realmente importava naquele momento, garantindo que ajuda emergencial chegasse onde fosse preciso.

Seguimos na luta. Seguimos ao lado dos povos indígenas. Seguimos pela Amazônia e pelo futuro. Seguimos por uma sociedade justa, solidária, diversa e verde.

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Cabe ressaltar que todas as doações feitas passaram por rigorosos processos de descontaminação.