Mais um feriado chegando e provavelmente muitos brasilienses vão viajar para a Chapada.

Mas o descaso com o novo coronavírus na Chapada dos Veadeiros tem muito a expor. A falha da prefeitura nas prevenções, o descaso dos turistas com a vida dos locais, e ainda, da substituição do ecoturismo pelo egoturismo.

De acordo com relatos de moradores, guias, apoiadores de grupos esportistas, dados de jornais, a reabertura se iniciou em julho a pedido de empresários de Alto Paraíso. Comércio, pousadas, locações por Airbnb e restaurantes da região foram liberados a partir de agosto, exceto os quilombos Kalungas. A quantidade de visitantes do feriado de 7 de setembro foi próxima do normal para esse feriado, mas não havia estrutura e barreira sanitária, e faltou divulgação da prefeitura sobre quais locais podiam ser visitados. Dessa forma, aglomerações ocorreram nas praças e filas dos atrativos (sem distanciamento social e sem seguir normas de segurança devido à superlotação), expondo-se ao risco de infecção. A cena: lixo, aglomeração e desrespeito às placas indicativas de isolamento ao santuário Kalunga.

Levanta-se a reflexão: A que será que se destinam, professantes de um falso ambientalismo e introspecção ou a percepção de posse da natureza pelo prisma do ego. Houve desinformação ou anestesiamento sobre a pandemia? A região não dispõem de leitos de UTI, apenas 2 respiradores..., a falha não foi de um, foi de todos, quando o momento pede calma, a busca pela calmaria gera aglomeração em locais com pouca estrutura hospitalar.

Por fim: Eco ou Ego?

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