Hoje (26/03), o STF retoma o julgamento da ação de demarcação da Terra indígena Guyraroka,  anulada com base na tese do Marco Temporal. 

As 26 famílias Guarani-Kaiowá vivem hoje em apenas 55 dos 11 mil hectares de seu território, localizado no Mato Grosso do Sul, e mesmo esse pequeno pedaço de sua terra tradicional pode ser perdido. Isso porque, em 2014, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a demarcação da terra Guyraroka, com base na tese do Marco Temporal. 

O recurso é movido pela própria comunidade indígena, que não foi ouvida nem citada no processo. A ausência de participação da comunidade Guyraroka no processo é o principal argumento para reverter a decisão. Além disso, outros dois pontos destacados pela defesa da comunidade indígena são o fato de que a decisão baseou-se na tese inconstitucional do marco temporal, ainda em discussão no Supremo, e foi tomada a partir de um mandado de segurança.

A história dos povos indígenas não começa em 1988. Diga não ao marco temporal!