Nossa Iracema: Voluntários de Fortaleza falam sobre esperança de um mundo mais limpo e consciente

Luana Leal Greenpeace Brasil • 28 Janeiro 2021

O movimento, que surgiu com apenas uma pessoa coletando resíduos na orla da Praia de Iracema, tornou-se uma potência de mobilização e reúne 47 semanas seguidas de limpezas.

Você conhece o @nossa_Iracema, lá de Fortaleza?

O movimento surgiu primeiramente como uma ideia individual, com apenas uma pessoa coletando resíduos na orla da Praia de Iracema, Fortaleza-CE.

Depois de um tempo, várias pessoas se identificaram e uniram-se para realizar não apenas um trabalho de limpeza da faixa de areia, como também um trabalho de conscientização.

O movimento vem ganhando força dentro da cidade e hoje possui cerca de 50 participantes na equipe de limpeza das praias. Até agora já foram mais de 47 semanas seguidas de limpezas.

Nessas semanas de coleta, também realizou-se a construção de obras de arte com material reciclável, em parceria com o artista plástico Carlos Careca.

Os materiais recicláveis coletados são repassados para a cooperativa de catadores do Pirambu.

"A NOSSA IRACEMA está comprometida em implementar, gerenciar, medir e

monitorar um leque de soluções e alternativas que se correlacionam, para melhoria do

desenvolvimento do ecossistema da Praia de Iracema. Acreditamos que negócios de

impacto socioambiental são alternativas que trazem sustentabilidade para o processo de

transformação na relação entre o ser humano e a natureza. Sendo assim, nossa política

de atividades está alinhada com esse propósito através de ações que contribuem direta

ou indiretamente para atingir 12 dos 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da

Organização das Nações Unidas (ONU), lançado em 2015”.

Na última segunda (25), completou-se 2 anos desde a tragédia de Brumadinho. Os grupos de Belo Horizonte e João Pessoa, intencionados a mostrar como o crime ambiental está relacionado com outras problemáticas que vêm acontecendo no nosso ecossistema, fizeram posts explicando o caso e homenageando as vítimas do ocorrido. 

Belo Horizonte 

“Em 25 de janeiro de 2019, rompeu-se a barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, MG. Uma enxurrada de lama e dor, resultado da negligência de um poder público omisso e de uma empresa criminosa, a Vale S.A, responsável pelo rompimento da barragem. Foram mais de 270 vítimas fatais, além dos danos socioambientais irreversíveis.

A empresa Vale e o governo estadual tentaram, e ainda tentam, um “Acordão” que exclui a participação das populações atingidas do processo judicial de reparação e impõe um valor que, para os atingidos, não contempla seus direitos e não atende questões essenciais (auxílio emergencial, fornecimento de água, indenizações), que garantiriam condições mínimas para uma vida digna.

Apesar disso, as populações atingidas seguem na luta por reparação e justiça em um embate de forças desiguais com a empresa”.

João Pessoa 

“Hoje, choramos juntos ao relembrar uma das maiores atrocidades cometidas na história desse país. No dia 25 de janeiro de 2019 às 12h28, a barragem da mina Córrego de Feijão, em Brumadinho - Minas Gerais, se rompeu. [...]

Dois anos se passaram, mas as drásticas consequências desse crime, cometido pela Vale, ainda são sentidas pela comunidade local que foi atingida, especialmente pelos familiares das vítimas que foram assassinadas (11 pessoas ainda não foram encontradas).

A justiça pelos graves danos ambientais causados e pelas vidas perdidas não foi feita e os responsáveis permanecem na impunidade.

O Rio Paraopeba, que fornecia água e era fonte de sustento e lazer, segue quase sem vida. E a população continua a sofrer, pois milhares de pessoas perderam suas casas, seus trabalhos e suas fontes de renda, mas não foram devidamente indenizadas. 

Nós, do Greenpeace de João Pessoa, prestamos as nossas condolências aos familiares e amigos das vítimas e pedimos a ajuda de todos para dar visibilidade ao movimento”.

Você já ouviu falar na campanha Floresta Sem Cortes? 

Sem verbas para realizar fiscalizações, autuações e a vigia de unidades de conservação, os órgãos públicos de proteção do meio ambiente ficarão de mãos atadas para combater a destruição e o caminho ficará livre para desmatadores. 

Por isso, diversas organizações da sociedade civil, como o @greenpeacebrasil, vêm alertando o Congresso e a população que, se não agirem agora, teremos mais caos ambiental em 2021!

Sem orçamento e projeto para combater o desmatamento, nossas florestas não terão futuro. 

Para divulgar a campanha e conscientizar seguidores e seguidoras, os grupos de Goiânia e João Pessoa ocuparam as redes sociais com o tema: 

Falando em destruição, o Destroybras, jogo de tabuleiro que explicita todos os danos do governo Bolsonaro ao meio ambiente durante dois anos de mandato, está chegando na reta final, mas o grupo de Goiânia segue na divulgação: 

Diante dos tempos difíceis que assombram Manaus, o grupo local compartilhou um texto de Ariel Molina, que demonstra solidariedade e força a todes que residem no estado. Vem ler um trecho:

“Éden em fogo: há esperança na Amazônia.

A toda comunidade planetária de Manaus, coração da floresta amazônica, um clamor! Mas também um grito de esperança!

Conhecida por sua sociobiodiversidade, quando a Amazônia está no noticiário no Brasil e no mundo, é com imagens da floresta sofrendo ataques devastadores. Infelizmente, São Paulo e outras grandes cidades do Brasil só recentemente notaram a floresta, e foi quando nuvens de cinzas de árvores centenárias e animais de extraordinária beleza escureceram o céu e as chuvas lavaram o asfalto e o concreto com fuligem. A estação das chuvas chegou para extinguir os incêndios por um tempo, mas ainda há muita fumaça.

Muito mais do que os incêndios ou o avanço do agronegócio e da mineração na Amazônia, a crise que a pandemia nos trouxe torna ainda mais evidentes as consequências dos problemas socioeconômicos do subdesenvolvimento que vivemos diariamente e que afetam mais gravemente os pobres. [...]”

Curiosidades que ajudam a salvar o planeta <3

A gente sempre fala que, no próximo ano, buscará aprender coisas novas e expandir conhecimentos, né? 

Pois bem, se você também começou 2021 com esse desejo, nossos voluntários e voluntárias vão te ajudar (e muito)! 

Vem ver os conteúdos que nossos grupos locais prepararam para você essa semana: 

Belo Horizonte - Como tratar os resíduos da mineração? 

A mineração vem, há séculos, desenvolvendo importante papel no setor econômico brasileiro e, nos dias atuais, a indústria está espalhada por todo o território nacional.

Hoje, o principal produto extraído e comercializado no Brasil é o minério de ferro, seguido do calcário. Entretanto, o uso excessivo dessas substâncias produz rejeito, lixo da produção mineral. 

Esse descarte gera custo para as mineradoras e, como não representa benefício, as grandes empresas preferem descartar da maneira mais barata possível, o que acaba gerando danos irreversíveis para o meio ambiente. 

Vem ver algumas alternativas para utilização desses rejeitos: 

Triângulo Mineiro - O que você pode fazer para prevenir a extinção de espécies ameaçadas

Dentre as espécies ameaçadas de extinção no Brasil, 19,7% estão no Cerrado. Delas, 308 são da fauna (animais) do bioma.

Descubra aqui atitudes diárias para colaborar com a vida da fauna e flora brasileira, que irão também melhorar a sua <3 

Um dos assuntos mais polêmicos relacionados ao meio ambiente durante a pandemia é o uso de máscaras descartáveis. Com a divulgação de dados alarmantes e crescimento do uso do material, os voluntários e voluntárias de Fortaleza prepararam um material explicando as principais diferenças entre a máscara descartável e a de tecido. Vem ver:

A máscara hospitalar é recomendável para uso de profissionais da área da saúde, e não há algo que proíba o seu uso fora do contexto hospitalar. Mas é importante ter consciência dos seus impactos e buscar alternativas que evitem a produção de lixo, sem ocasionar danos ao meio ambiente e nem afetar a população, desde que sejam eficientes.

A máscara hospitalar NÃO é reciclável, sua composição pode levar séculos para se decompor. O seu uso contínuo geraria mais danos. O descarte indevido é uma ameaça à vida marinha, pois toneladas de lixo vão parar nos oceanos e habitats de animais selvagens, consequentemente comprometendo a saúde da população. Muitos animais acabam ingerindo por se confundirem com comidas. Desta forma, também possibilita a disseminação de germes.

Segundo a Sociedade Americana de Química, cerca de 129 bilhões de máscaras hospitalares são descartadas mensalmente, além de 8 milhões de toneladas de plásticos, luvas e outros tipos de lixo hospitalares, juntamente com o lixo comum.

Mas isso pode ser evitado fazendo uso de alternativas de longo prazo, como as máscaras de pano, que são laváveis e reutilizáveis. Podendo ser usada diversas vezes, desde que mantenha o controle de limpeza correto. Além de contribuir com a produção e o empreendedorismo local, visto que muitas pessoas tiveram seus empregos afetados por conta da Covid-19 e encontraram um meio de sustento na produção de máscaras.

É importante ressaltar que o uso de máscaras tem mostrado a sua eficácia contra a Covid-19, mas o seu uso deve ser conciliado com outras práticas que impedem a proliferação do vírus, como:

  • Higienizar bem as mãos
  • Sempre que possível fazer uso do álcool (gel) 70%
  • EVITAR tocar o rosto (principalmente quando estiver dentro dos coletivos)
  • Ficar longe de aglomerações
  • Nunca tocar na parte de dentro da máscara, pegue sempre pela alça.

Belo Horizonte - Maionese vegana <3

Recife - Wings de couve-flor vegano <3

Salvador - Brownie de batata doce <3

Zona da Mata - Aveionese <3

Seguiremos atualizando e apoiando os grupos, afinal, estamos todes juntos nessa :)