Voluntários aproveitam Dia da Floresta e do Clima para alertar sobre degradação florestal

Luana Leal Greenpeace Brasil • 12 Novembro 2020

Fala, galera! Como vocês estão? 

Quase sexta, e para dar um respiro no cansaço da semana, vem ver tudo de lindo que nossos voluntas andam fazendo: 

Para começar a semana bombando, o grupo de Belo Horizonte decidiu trazer à tona a questão da demarcação de terras indígenas, tema super importante e que não deve ser esquecido nunca. 

Com o Marco Temporal, serão reconhecidas apenas terras que eram ocupadas durante a formulação da Constituição de 1988 - condição que desconsidera a existência e história de centenas de territórios e povos indígenas.

E para pressionar as autoridades sobre o estado de calamidade que vive o Amapá, os grupos se organizaram para participar de um tuitaço. Os voluntas de BH também usaram as redes para exigir iniciativas e ações que ajudem a situação dos moradores da região.  

 

Já em Recife, nossos voluntários e voluntárias reuniram informações para conscientizar os seguidores do grupo sobre a degradação ambiental. Os voluntas também expuseram pontos importantes como a diferença entre degradação e desmatamento. Vem ver: 

Uma floresta degradada é aquela que foi alterada de forma significativa ou que sofreu o impacto das atividades humanas. 

Nas zonas desmatadas, a degradação se concentra nos limites entre a floresta e a terra nua. Essas árvores que sobrevivem nas bordas dos terrenos desmatados são afetadas por mudanças no microclima. E há provas de que, a longo prazo, sofrem um colapso em sua biomassa. É o que chamamos de efeito-limite.

E claro, não poderíamos deixar de fora um dos destaques da semana lá no Bugio: a petição contra a instalação da Braskem no município de Paripueira, no Alagoas. Os moradores e moradoras da região alegam que, se a construção de fato ocorrer, prejudicará não só toda a biodiversidade local como também a qualidade de vida das centenas de famílias que ali residem. 

A petição está a todo vapor, só esperando a sua assinatura para decolar! Vem <3

Quinta é dia de sessão verde! E para essa semana, temos indicação do grupo de Recife <3

O documentário “Amazônia Sociedade Anônima”, dirigido por Estevão Ciavatta, traz uma narrativa vertiginosa que detalha como a criminalidade ameaça a floresta e seus povos tradicionais. 

A obra aborda algumas formas de exploração predatória, os esquemas criminosos e uma frágil estrutura social que tem influência nos crescentes e alarmantes índices de desmatamento na região. Além disso, o longa explora a vivência na floresta, a articulação do grupo indígena Munduruku com seus vizinhos ribeirinhos em busca da autodemarcação legal e muito mais. 

O grupo da Zona da Mata Mineira, ainda em formação, realizou uma live em parceria com o Coletivo Sustentar para falar sobre agricultura sustentável. O Coletivo é uma ONG socioambiental que produz mudas para o reflorestamento e arborização urbana. Bacana, né?

 

05/11 - Dia da Ciência e Cultura 

Vem ver o que o grupo de Zona da Mata preparou para essa data pra lá de especial: 

O objetivo deste dia é estimular a produção de conhecimento científico e expressões culturais em todo o país.

Mas o que significa ciência? 

A ciência é descoberta, habilidade e evolução. Ciência é conhecimento. É com ela e por ela que conseguimos melhorias na qualidade de vida e novidades que ajudam a tornar o dia a dia mais prático.

Já a cultura está inserida desde o nosso nascimento, pois também é o acúmulo das linguagens, fé, valores e tantas outras características construídas coletivamente e passadas de geração para geração. Essas duas práticas têm andado sempre lado a lado, pois fazem parte do desenvolvimento humano, seja nos estudos, nos grupos de amigos, na carreira profissional etc.

Por isso, tanto a cultura quanto a ciência devem ser sempre valorizadas; afinal, tudo que temos e somos hoje é graças a elas. Viva a Ciência! Viva a Cultura!

07/11 - Dia da Floresta e do Clima

E para contemplar essa outra data especial, o grupo de Recife também fez post:

Você sabe qual a relação entre clima e florestas?

A interação que possuímos com as florestas impacta o clima em proporções gigantescas, pois o clima não age de maneira isolada nos territórios nacionais dos países, mas sim de maneira global.

O desmatamento das nossas florestas, por exemplo, é uma das maiores fontes de emissão de gases do efeito estufa do país.

Acabar com o desmatamento e com a degradação florestal, fomentar o plantio de novas árvores e recuperar as florestas degradadas são ações de grande potencial para a contenção do aquecimento global e a estabilização do clima da Terra, além de conter a rápida perda de biodiversidade.

Deste modo, nunca devemos nos esquecer que as florestas precisam de nós e nós precisamos ainda mais delas.

Precisamos, como sociedade, repensar nossa relação com a natureza e buscar soluções para lidar com os desafios apresentados neste post e tantos outros que ainda estão por vir.

Para terminar a série de ações lindas dos voluntas com o coração quentinho e a barriga cheia, vem ver a receitinha que o grupo de Recife separou para você:

Refogado mediterrâneo com grão-de-bico <3

O #TBT de hoje é de saudade multiplicada! O grupo de BH lembrou de quando o Greenpeace, em 2010, foi à Marcha Mundial pela Paz, na cidade de São Lourenço (sul de Minas Gerais). Representando a Organização, os voluntários e voluntárias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais falaram sobre a reponsabilidade e o poder de mudar o mundo a partir de boas influências e iniciativas <3

Seguiremos atualizando e apoiando os grupos, afinal, estamos todes juntos nessa :