Liderança indígena, Matsini Yawanawa fala sobre resistência e luta por direitos fundamentais

Luana Leal Greenpeace Brasil • 4 Fevereiro 2021

Oie povo! Espero que estejam bem. 

Muita coisa rolou no girão dessa semana, teve sessão bioma, conversa sobre resistência indígena, Floresta Sem Cortes, brownie de abacate… de tudo um pouco! Vem ver: 

Fim de semana chegando e já é lei a gente vir aqui pegar algumas dicas do que assistir, né? Então se liga no filme que o grupo de Belo Horizonte trouxe: 

“A Terra de Frente”, documentário com direção geral e produção de @thiago_costackz, conta a jornada do artista e de sua equipe durante uma expedição que foi da Amazônia à Groenlândia, mostrando muitos dos problemas ambientais que impactam e interconectam esses locais. 

O filme exibe, ainda, trechos de entrevistas com lideranças indígenas como Sônia Guajajara e o Pajé Bire Huni Kuin da etnia Kaxinawa, além da ativista Céline Cousteau e os cientistas Paulo Artaxo, Ingibjörg Svala Jónsdóttir e Olafur Ingolfsson. 

Pra você que se interessou e já quer entrar no clima, vem ver o trailer :) 

A próxima dica não é de entretenimento, mas pode te ajudar muito! Se liga: 

Para onde ligar em casos de dúvidas e emergência ambiental em Belo Horizonte?

Estamos falando de maus-tratos e exploração animal, incêndios florestais, atividades ilegais, exploração em áreas verdes, entre outros.

Se presenciar alguma dessas situações, denuncie e peça ajuda! Assim, você ajuda os animais, o meio ambiente e as pessoas também. 

Também teve essa lista de contatos essenciais pra quem é de Salvador: 

E tem mais dica lá do nordeste! O grupo de Fortaleza falou sobre a importância de reduzir o desperdício de alimentos e ainda mostrou alguns jeitos bem simples de colocar na prática! Olha só: 

Você sabia que um terço dos alimentos produzidos são desperdiçados?

O Brasil é um dos países mais populosos do mundo e ocupa o ranking dos 10 países que mais desperdiçam alimentos. Aproximadamente 35% dos alimentos são descartados na fase de produção todos os anos.

As causas do desperdício de modo geral ocorrem nas frutas e vegetais que se estragam rapidamente, muitas vezes ainda na prateleira do supermercado, ou problemas no momento do pós-colheita, uso de embalagens impróprias (ou ausência delas) etc. O processo de logística de longas distâncias e o armazenamento nos transportes também são alguns fatores recorrentes para esses resultados.

Outro fator que colabora com o desperdício de comida é a prática de descartar alimentos que não estão estragados, mas que estão com aparência danificada e considerada feia para os padrões de consumo. Dessa forma, contribui com a redução de alimentos disponíveis, visto que a segurança alimentar, erradicação da pobreza e a fome, ainda são desafios para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As principais causas de desperdícios acontecem dentro das residências familiares. Por isso a importância de fazer uma lista de compras com planejamento antes de ir ao supermercado e evitar comprar de forma impulsiva. Assim, evita-se a perda e economiza-se no bolso.

Há vários pontos que devem ser considerados desde a produção do alimento até chegar à mesa, antes de eliminá-los, como:

O uso excessivo de água na produção, a utilização de fertilizantes, agrotóxicos, consumo de energia, petróleo na produção de máquinas, são aspectos presentes na agropecuária que impulsionam para mais produção de alimentos, assim, pressionando cada vez mais os recursos naturais.

O que podemos fazer para minimizar os impactos são nossas escolhas por:

  • Produzir a cultura do consumo consciente;
  • Planejar a compra e utilização do produto;
  • Listar os itens da compra;
  • Fazer o armazenamento de forma correta;
  • Estabelecer estratégias e políticas para reduzir ou prevenir o desperdício de alimentos.

Nossos voluntários e voluntárias sempre dão um jeito de levar a mobilização até as pessoas. Em Belo Horizonte não é diferente. O grupo local produziu, essa semana, uma sessão bioma, com o objetivo de divulgar fatos e curiosidades sobre a Mata Atlântica de forma didática e divertida. Vem ver <3

Falando em mobilização, os grupos locais estão a todo vapor nas redes sociais pela propagação da campanha Floresta Sem Cortes. Olha só: 

Belo Horizonte 

É isso que queremos para este ano? A redução e o bloqueio de orçamento tem sido uma das ferramentas usadas na política anti ambiental da gestão Bolsonaro, com objetivo de reduzir a proteção ambiental no Brasil. Deputados e senadores podem fazer alterações no orçamento proposto pelo governo para 2021. Apoie a campanha #FlorestaSemCortes e pressione os presidentes da Câmara e Senado pela aprovação de um orçamento robusto, que seja capaz de financiar o combate ao desmatamento e punir severamente os criminosos que agem na Amazônia e em outros biomas: http://act.gp/3t97xiU 

Porto Alegre

O desmatamento continua subindo, mas querem reduzir a verba para o meio ambiente. Algo está errado, não é? Vem ver o vídeo que te explica mais sobre isso :)

Manaus 

Nesse grupo a criatividade corre solta. O voluntário Matheus produziu vários vídeos no TikTok para dinamizar as informações sobre a campanha. Vem ver um deles aqui :)
 

Achou bacana o que o Matheus fez? Como voluntário(a), você participa de mobilizações como essa e muito mais. 

Quer saber como fazer parte desse time? Então se liga no post que o grupo de Belo Horizonte preparou, com uma trilha passo a passo para esse processo: 

A resistência indígena está sempre em nossas pautas, tentando cada vez mais ganhar visibilidade. E nada melhor do que falar sobre o assunto com alguém que pertence ao lugar de fala, né? 

Pois é, a nossa voluntária Isabela Nascimento, de Recife, teve a oportunidade de conversar com Matsini Yawanawa, liderança indígena. 

Vem ver como foi o papo :) 

Para terminar o Destroybras, o jogo da destruição do governo Bolsonaro, os grupos locais postaram os últimos caminhos que mostram os impactos que o meio ambiente vem sofrendo nos últimos 2 anos. 

Fortaleza

João Pessoa

Goiânia

Essa semana o grupo de Fortaleza separou espaço nas redes sociais para protestar por mais biopraças na cidade. Vem ver: 

Não é de hoje que Fortaleza vive uma crise urbanística em relação à suas praças, e com o aumento da demografia populacional e outros fatores essa crise somente se agravou.

A demanda por espaços públicos de qualidade cresceu rapidamente nos últimos 20 anos, porém, os órgãos responsáveis por garantir o acesso a estes espaços não conseguiram acompanhar o ritmo acelerado de urbanização contemporânea.

Em Fortaleza, mais de 321 praças e terrenos trazem nada além de riscos sanitários para a população próxima.

Os bairros que mais sofrem com este descaso público e ausência de incentivo socioambiental são: Granja Lisboa, Conjunto Ceará, Conjunto Prefeito José Walter, Parque Santa Rosa, Pici, Messejana e Vila Peri.

Essa lista aumenta ainda mais quando citamos os terrenos baldios que poderiam ser facilmente utilizados para hortas urbanas, espaços socioculturais e de atividades ao ar livre.

A fim de melhorar a qualidade de vida das populações de grandes métropoles existem alternativas criativas e sustentáveis, por exemplo:

Os POPS (Privately Owned Public Spaces), que são desenvolvidos na cidade de Nova York e transformam espaços públicos antes abandonados em ambientes de convivência e desenvolvimento sustentável;

 O Programa Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana, criado em Balneário Camboriú (SC).

Fortaleza tem potencial para realizar projetos semelhantes e não podemos retirar também a responsabilidade da população em relação a estes espaços; pois sem o cuidado e tomadas de decisão popular é impossível que qualquer órgão público mantenha a segurança sanitária destes espaços.

Por isso, é importante, educação ambiental onde se tem a necessidade de construir um espaço coletivo e bio seguro.

31/01 - Dia do Engenheiro Ambiental 

Dominando todos os assuntos do girão dessa semana, o grupo de BH também parabenizou todos os profissionais da área pelo dia: 

“Hoje é comemorado o dia do(a) engenheiro(a) ambiental, mas quem são esses profissionais? Os profissionais dessa área são os responsáveis por desenvolver técnicas voltadas para a preservação do meio ambiente, podendo também coordenar e administrar instituições de tratamento de esgoto, saneamento básico, redes de distribuição de água, coleta e descarte de lixo. Se preocupam em prever o impacto ambiental causado por um empreendimento, para então diminuí-lo ou anulá-lo. Dentre os impactos que devem ser observados pelo engenheiro ambiental, estão a contaminação das bacias hidrográficas, desmatamento, erosão do solo, poluição da água, emissão de gases de efeito estufa. [..] Parabéns a todxs os engenheirxs ambientais!”

O grupo de João Pessoa, ainda em formação, também prestou homenagem à profissão: 

02/02 - Dia Mundial das Zonas Úmidas

Celebrado mundialmente, o Dia Mundial das Zonas Úmidas é uma data que chama a atenção para a importância da preservação, da conservação da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos naturais desses ecossistemas.

O dia marca a data da adoção da Convenção sobre Zonas Úmidas, celebrada no dia 2 de fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar.

As zonas úmidas são áreas de fronteira entre ambientes aquáticos e terrestres. São regiões que possuem o solo coberto por água periodicamente ou durante todo o ano, incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade. Turfas, igapós e buritizais são outros exemplos desses ecossistemas. No Brasil, temos o Pantanal, uma das mais relevantes zonas úmidas do planeta!

As zonas úmidas são vitais para os seres humanos, para outros ecossistemas e para o nosso clima. Essas superfícies  alagadas fornecem serviços essenciais ao ecossistema, como acolher diversas plantas e animais e fazer a regulação da água, incluindo o controle de inundações e a purificação da água.

A biodiversidade das zonas úmidas é importante para a nossa saúde, nosso suprimento de alimentos, o turismo e empregos. 

E claro, para dar visibilidade à data e à causa, os grupos de Bertioga e João Pessoa umedeceram as redes sociais: 

Os benefícios do consumo diário de frutas e hortaliças  - João Pessoa <3

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas e hortaliças do mundo. Entretanto, essa grande produção não parece estar refletida no consumo. 

Segundo dados de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), publicados pelo IBGE, só cerca de 13% dos brasileiros consomem frutas e hortaliças adequadamente. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal para uma dieta saudável é que as pessoas consumam, no mínimo, 400 gramas de frutas ou hortaliças por dia. 

Consumir frutas e legumes é imprescindível para a nossa alimentação. Um maior consumo de frutas e verduras impacta positivamente a nossa saúde trazendo diversos benefícios para o organismo. Dentre eles estão o aumento da defesa imunológica; um melhor funcionamento do sistema digestivo; e o combate ao acúmulo de radicais livres que em grande quantidade em nosso corpo aumentam os riscos para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas.

Além disso, a inclusão destes alimentos na dieta melhora o humor, a disposição e o bem-estar. 

Isso porque, esses alimentos são ricas fontes de água, fibras e nutrientes, como vitaminas e minerais capazes de ajudar em inúmeras funções do organismo. Além de possuírem uma infinidade de antioxidantes e outros compostos vegetais benéficos.

Que tal reduzir o consumo de alimentos industrializados e comer mais frutas e legumes no seu dia a dia? 

Ufa! Depois de ver o tanto de mobilização que rolou essa semana deu até fome, né? Mas segura o fôlego que a parte mais saborosa do girão chegou: 

Brownie de abacate vegano - Recife <3

Hambúrguer - Salvador <3 

Almôndegas de lentilha - Porto Alegre <3

Esse #TBT é diferentão e veio de um grupo daqui de São Paulo. Os voluntas de Bertioga começaram as postagens do ano com uma retrospectiva dos melhores momentos de 2020. 

 

Seguiremos atualizando e apoiando os grupos, afinal, estamos todes juntos nessa :)